domingo, 21 de dezembro de 2008

SIMPATIAS DA MAKOTA III



TENHA MUITA FÉ.

NATAL
Na véspera de natal para aqueles que vão fazer a ceia em casas de parentes e amigos, devem deixar a mesa arrumada, colocando uma taça de vinho, uma taça de água e quatro fatias de pão, representando o espírito natalino e pedindo fartura para próximo natal, após os festejos natalinos colocar em jardim florido e verde.

ANO NOVO 1 -
No dia 31 para aqueles que vão festejar o ano novo fora de casa, devem deixar a mesa arrumada, colocando uma taça de vinho, uma taça de água com essência de flora de laranjeira ou água de flor de laranjeira, quatro fatias de pão, u m cachinho de uva Itália, pouco de lentilha fervida, quatro moedas corrente e quatro rosas brancas, pedindo prosperidade, fartura, saúde, paz e não faltar o pão de cada dia em sua casa. Colocar depois das festas em um jardim ou na praia.

2 – Banho de limpeza para que entre o ano novo cheio de esperança e realizações: peque duas folhas de trevo de quatro folhas, folhas de alevante, poejo, manjericão, duas rosas brancas se tiver coloque macaçá , oriri , amarcerar ou quinar as folhas deixando dentro de um balde com água juntamente com uma jóia valiosa de ouro, de prata e perola, deixe de um dia para o outro. Quem tem possibilidade ponha no sereno no quintal, e que não tem coloque dentro de casa ou na varanda, do dia 30 para 31 e tome o banho da cabeça aos pés, retirando antes as jóias e guardando ou usando normalmente, coar banho e a sobra coloque em jardim florido. Boa sorte e feliz ano novo.

3 – Se você quer saber como será o ano novo se vai ser bom ou ruim, faça o seguinte: no dia primeiro ao sair na rua preste atenção que vai ver primeiro, se for uma criança, terá um ano alegre, se for um rapaz, um ano de novidade, se for um idoso, um ano sem novidades, se for um animal qualquer será um ano de alerta e bom.

PARA TER DINHEIRO O ANO TODO.

No primeiro dia de cada ano, cozinhe um punhado de arroz sem sal ou qualquer outro tempero. Em seguida, vá até um formigueiro e coloque o arroz a partir de uma certa distancia ate a entrada do formigueiro. É importante não alterar esta ordem. Repita todos os anos. Se você tiver filhos ensine-lhe esta simpatia.

PARA AUMENTAR A POTENCIA SEXUAL. Consiga a espora de um galo de briga ou um dente de coelho e torre-o e faça um pó, coloque um colher de café, na comida ou no suco da pessoa que esteja com este problema uma vez na semana.

PARA A PESSOA NÃO ENVELHECER RAPIDO.

Toda sexta feria, cortar um dente de alho roxo e ir mastigando, tomando água morna em copo virgem e guarde este copo somente para uso da simpatia. Pare quando tiver vontade.

PARA ACHAR OBJETOS PERDIDOS.

Pegue um copo branco liso, bem limpo e vire de boca para baixo, ninguém pode tocar a não ser quem esteja fazendo a simpatia, e saia procurando o objeto perdido e assim que achar desvire o copo e agradeça.

PARA SEPARAR UM RIVAL

Escreva o nome do homem e da mulher e um papel branco sem uso, dobre bem e coloque dentro de uma pimenta vermelha com sal grosso, fechar e dizer: “O amor de fulano por fulana só irá a frente se esta pimenta brotar” enterre em valo de planta ou no jardim. Lua minguante.

PARA MANTER O ESPIRITO JOVEM.

Prender uma jóia numa peças intima e guarde esta peça durante três semanas. Depois desse período, passar a usar a peça intima e a jóia três sábados seguidos. E depois do terceiro sábado retirar a jóia da peça intima e passar a usá-la normalmente.

SIMPATIAS DAS MINHAS BISAVÓS.

PARA EVITAR ASSALTO E ENTRAR E SAIR EM QUALQUER LUGAR SEM TER PROBLEMAS.

Faça a seguinte reza sempre que sair de casa fazendo o sinal da cruz e dizendo essas palavras: “São Bento água benta, Jesus cristo no altar todo mal que houver neste meio ou onde eu estiver que se afaste para eu passar.” “Senhores tornem-me invisível aos olhos das maldades.” Decorre esta reza, faça um breve com um pedaço de pano branco e carregue sempre junto consigo.

PARA ABRIR CAMINHO E VENÇER OBSTACULOS.

Fazendo o sinal da cruz sempre que sair de casa dizendo para frente eu ando para trás eu deixo, os meus caminhos e abro do inimigo eu fecho.

PARA A CRIANÇA NÃO SER MALCRIADA.

Para que a criança cresça bem educada e jamais faça mal criações, o primeiro banho que ela tomar deverá ser numa banheira ou numa vasilha virgem, de cor branca. Após o banho, jogue a água em um local ensolarado e arejado.

PARA A CRIANÇA TER SAÚDE.

Quando a gestante for para o hospital para ter a criança, a primeira roupinha da criança a ser usada deverá ser vermelha ou pelo menos o sapatinho.

PARA TER SATISFAÇÃO NO TRABALHO.

Todos os dias quando for para o trabalho, ao atravessar a porta de entrada da sua empresa, passe a ponta do dedo mínimo da mão direita no buraco da fechadura. Ao sair, faça o mesmo

PARA SUBIR HONESTAMENTE DE CARGO NO EMPREGO.

Uma alternativa mais apropriada para esses casos é, durante sete dias seguidos, acender uma vela a seu anjo da guarda, rezando um Pai-nosso e três Ave Maria, pedindo a ele todo e empenho em ajudá-lo naquilo que deseja. Caso você seja merecedor e venha a ocupar aquele cargo, repita a simpatia durante outros sete dias em sinal de agradecimento.

COLETANEA DA MAKOTA SAMBAKUTALAMIM

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ARQUÉTIPOS DOS ORIXÁS (NKICES)


Os arquétipos no candomblé regem as personalidades humanas, mas se um indivíduo tem uma boa criação e um bom caráter essas personalidades atuam. Porém se o indivíduo souber separar o exemplo do seu regente espiritual,Orixá (Nkice), com a sua personalidade própria, resulta da combinação e do equilíbrio que se estabelece entre esses elementos de personalidades.

Lembrando que os arquétipos dependem das qualidades e caminhos de cada Orixá (Nkice).


EXÚ – MAVAMBO

Arquétipo muito comum em nossa sociedade são pessoas de caráter ao mesmo tempo bom e mal, gostam de ajudar em certas situações, mas sempre querendo algo em troca, malandros, as vezes vulgares, enganadores, intrigueiros, não medem conseqüências para alcançar sucessos, mesmo que precisem passar por cima dos outros.


OGUM – NKOCE

São pessoas violentas, impulsivas incapazes de perdoarem as ofensas de que foram vítimas, pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Nos momentos difíceis triunfam onde qualquer outra pessoa teria abandoando o combate e perdido toda a esperança. Possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. São impetuosas, arrogantes, teimosas, muitas vezes não aceitam opinião de ninguém, somente quando lhe convém, cobram muito das pessoas que lhes prestam serviços, mas que, devido a sua sinceridade e franqueza, tornam-se difícil de serem odiadas.


OSSAIN – KATENDE

Possuem o caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Daqueles que não deixam sua maneira de ser intervir em suas decisões ou influenciarem suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos. Tem energia que os ajudam a atingir seus objetivos, não tem um sentido de moral e justiça e julgam as pessoas pela sua eficiência. Geralmente são curandeiros, médicos. São respeitados, inteligentes.


OXOCE – KABILA

Pessoas espertas, rápidas, sempre alerta e em movimento. São pessoas cheias de iniciativas. Tem o senso de responsabilidade e dos cuidados com a família, hospitaleiros e amigos, teimosos, costumam ser mentirosos, acomodados, gostam de farturas, e gostam de mudar de residência constantemente. Tem bom coração e preferem ser o alvo das atenções.


TEMPO – KITEMBO

Pessoas de humor mutável, ao mesmo tempo que são boas podem ficar rancorosas, ranzinzas, rabugentas, personalidade forte, boa de coração, exigentes, perfeccionistas e as vezes chatas.


OBALUAÊ – KAVUNGO

Tem tendências masoquistas, gostam de exibir seus sofrimentos e tristezas das quais tiram satisfações íntimas, mal humoradas, ansiosos. Podem atingir situações materiais invejáveis, são sonhadores, gostam de farturas, tem bom coração, rabugento, e querem tudo pra ontem, geralmente solitários, são idealistas e se empolgam facilmente com certas situações.


OXUMARÊ – ANGORÔ

È o arquétipo das pessoas que desejam ser ricas, pacientes e perseverantes nos seus objetivos, sua duplicidade podem ser atribuídas à natureza andrógena do seu Deus, orgulhosa, gostam de demonstrar grandezas, são generosos, solitários, são dinâmicos, reservados e não se negam a estender a mão em socorro aqueles de deles necessitem.


XANGÔ – NZAZE

Pessoas voluntariosas, enérgicas, altivas, conscientes de sua importância. Podem ser grandes senhores, corteses, mas que não toleram a menor contradição, e nesses casos, deixam-se possuir por crises de cóleras violentas e incontroláveis. Pessoas sensíveis ao charme do sexo oposto, e podem ultrapassar os limites da decência. Possuem dignidade, sabem das suas obrigações, são justas, severos, benevolentes, segundo o humor do momento. Custam a aceitar opiniões alheias prevalecendo sempre o seu ponto de vista, mas ao mesmo tempo frágil.


YEMANJÁ - MICAIÁ

São voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas, impetuosas e arrogantes. Tem o sentido de hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais, põe a prova as amizade que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa, e se a perdoam não esquecem jamais. Preocupam-se muito com os outros, são sérias, e maternais, gostam de conforto, luxo mesmo que as possibilidades não permitem. Teimosas, prevalece sempre seu ponto de vista, sabem reconhecer seus erros.


OXUM – NDANDALUNDA

Graciosas, elegantes, gostam de jóias, perfumes e vestimentas caras, charmosas, voluptuosas, sensuais. Evitam chocar a opinião pública a qual dão grande importância, possuem desejos de ascensão social, curiosas e dadas às intrigas prevalecendo seu ponto de vista, sabem diferenciar o certo e o errado, geralmente tem bom coração, são inteligentes, correm atrás de seus objetivos, mas são lentas pois pensam muito pra tomar uma decisão.


IANSÃ – MATAMBA

São audaciosas, arrogantes, prepotentes, poderosas e autoritárias. Podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestações as mais extremas cóleras. Seu temperamento sensual e voluptuoso pode levar a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva e decência, o que não impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganadas. Porém não gostam de ser traídas jamais. Tem mania de limpezas, são perfeccionistas.


NANA – ZUMBANDARÁ

São pessoas calmas, benevolentes, dignas e gentis, são lentas em seu trabalho, e julgam ter a eternidade à sua frente para acabar com seus afazeres. Gostam de crianças, são boas educadoras, agem com segurança e majestade, são ranzinzas e suas reações bem equilibradas mantem-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça. São pessoas que reclamam de tudo, e adoram guardar tudo o que ganham.


OXALÁ – LEMBÁ

Calmas e dignos de confiança, são respeitadas e reservadas e dotadas de força de vontade inquebrantável que nunca nada pode influenciar. Nunca modificam seus planos e seus projetos. São racionais e sabem perfeitamente as conseqüências dos seus atos. , geralmente são pessoas que pensam que são donas do mundo, não tem humildade, são arrogantes, mas também tem bom coração e são boas de lidar.


BASEADO EM TEXTOS DO LIVRO OS ORIXÁS DE PIERRE VERGER.

CONCLUSÕES DO ZELADOR DE SANTO TATA GONGOFILA E MAKOTA SAMBACUTALAMIN

sábado, 29 de novembro de 2008

SIMPATIAS DA MAKOTA II



PARA RECEBER DIVIDA ANTIGA
- Escrever o nome do devedor com caneta vermelha em uma folha de papel branco sem pauta.
- Enterre o papel no quintal de sua casa, colocando junto com algumas pedras
- Se você morar em apartamento utilize um vaso de flor que fique próximo à janela.
- assim que conseguir receber desenterre o papel e jogue em água corrente.
Dia da semana: segunda feira em qualquer lua, menos na minguante.
Resultado: Em pouco tempo, você conseguirá receber o divida que está esperando, pois o devedor não terá paz em quanto não pagar.
OUTRA PARA RECEBER DIVIDA
Pegue sete pedras de sal grosso, leve-as na bolsa e deixe uma em cada encruzilhada aberta, sendo que na ultima encruzilhada, escreva o nome do devedor e embrulhe com a pedra de sal e guarde na bolsa até receber, quando receber devolva a sétima pedra na encruzilhada junto com uma moeda de valor e jogue o papel com o nome fora.
Dia da semana: segunda feira, em qualquer lua, menos na minguante.
PARA GANHAR DINHEIRO
Na primeira segunda feira do mês, varra sua casa, saindo dos fundos, até chegar na frente.
Junte o lixo em uma folha de jornal velho e vá até uma encruzilhada e deixe lá seu embrulho.
Vire de costas e, sem dizer nada, volte para casa.
Lua crescente, nova ou cheia.
PARA NÃO BRIGAR COM VIZINHOS.
- Escreva o nome de todos os seus vizinhos em um papel branco.
- Faça uma cruz sobre os nomes no papel vigem, sendo que uma cruz em cima de cada nome do vinzinho.
- em um vaso coloque um pouco de terra e c coloque os nomes dos vizinhos e depois jogue o restante da terra em cima dos nomes e plante um comigo ninguém pode de preferência macho se você conhecer a planta..
Dia da semana: Segunda ou quarta feira em lua minguante.
PARA UNIR A FAMILIA.
- Escreva os nomes de todos os membros da família em papel e deixe-o em uma vasilha.
-Prepare alguma comida e a coloque dento da vasilha, por cima do papel.
- Não deixe ninguém de casa perceber a simpatia.
- Guarde os ingredientes por duas semanas e depois, jogue tudo em água corrente.
Dia da semana segunda a quinta em lua nova.
PARA SE LIVARA DE QUALQUER DOENÇA
- Vá até um velório e aproxime da cabeça do falecido e mentalize as palavras: “ chame pelo nome do morto”, que já está indo embora, que leve contigo esta minha doença (diga o nome da doença), para que eu fique livre dela e nunca mais volte a sofrer nem de coisas parecida”.
- Reze um Pai Nosso, uma Ave Maria para que o morto desencarne em paz e consiga encontrar o reino dos céus.
De preferência que não seja de pessoa da família.
Se feito com fé a doença começará a ceder.
Quando sair do cemitério saia de costa.
PARA ACABAR COM BRIGAS EM FAMILIAS.
- Escreva os nomes de todos que estão brigando, coloque dentro de um vidro pequeno (maionese), cubra com mel de abelha até encher o vidro, quando estiver tampando peça para que acabe com todas as brigas e desavença que há em sua casa.
Reze um Pai Nosso em uma Ave Maria, fazendo o sinal da cruz em cima da tampa, e esconde em lugar dentro de casa onde ninguém saiba até as brigas e desavenças acabarem. Quando isto acontecer jogue tudo em água corrente ou no lixo.
Dia da semana: Quinta Feira na lua minguante o mais cedo que puder.
PARA NÃO FALTAR DINHEIRO EM CASA OU NO COMERCIO
Despeje um pouco mel puro em um prato branco virgem.
Acenda uma vela branca e firme no mel.
Coloque no prato em local alto onde ninguém veja e quando terminar coloque o restante da vela com o mel debaixo de uma arvore frondosa ou em crescimento.
De preferência na segunda feita antes do sol nascer.
PARA AFASTAR PESSOAS INDESEJAVEL
“Escreva o nome da pessoa sete vezes e um papel sem uso e coloque na boca de uma sardinha, jogue na água correntedizento a seguintes palavras” assim como essa água leva esse peixe leve com ele também fulano de tal (chame pelo o nome da pessoa e saia sem olhar para trás)
Lua minguante em uma quarta feira.
PARA AQUELAS VISITAS INDESEJAVEIS.
É muito simples, assim que a pessoa chegar em sua casa, pegue o pano de prato que você usou ou usado, dobre e coloque dentro do forno ou na estufa, tire quando o visita for embora.
COLETÂNEA DA MAKOTA SAMBAKUTALAMIN

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O QUE É FAMILIA?


A família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. É a definição que conhecemos. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afetivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. E a morada sobre o mesmo teto? Dependendo dessas fases contratantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivencia o amor, ou um mero alojamento.

A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e desenvolver-se. Quando casamos, sabemos que, entre outras coisas, temos essa semente que pode germinar e um dia e dar fruto e ser uma família de verdade, devemos, portanto, estar consciente de que é preciso trabalhá-la e cultiva-la sempre, constantemente, e com muito amor.

Uma boa família tem que vir de uma boa estrutura de honestidade, de caráter, e uma boa formação religiosa, para que os nossos filhos passem para frente o amor, o respeito e a dignidade de uma família que é passado de Pai para Filhos.

A religião é de extrema importância dentro de uma família independente de qualquer que seja a religião, pois a formação religiosa do ser humano, dependendo da educação que fora passada, mesmo que mais tarde os filhos sigam a religião escolhida por eles a qual devemos respeitar,, pois os conflitos entre famílias de religião diferente não leva a lugar nenhum, devemos , compartilhar as opiniões e ser solidários uns com aos outros..

A hierarquia familiar dentro das religiões afro - brasileira, como em todas as outras religiões é e para sempre, pois começamos de um inicio e principio do respeito e amor ao próximo.

O MUNDO MUDOU

Não podemos viver de modo aventureiro. De nada serve estarmos repletos de boas intenções, se não planejarmos bem as coisas. Nosso mundo tem mudado muito e rapidamente. Há hoje muitas coisas que não estão fixadas de antemão. Em nossa sociedade, os papeis tradicionais da mulher e do homem, antes assumidos como destino inexorável, não são mais simplesmente aceitos.

UMA REALIDADE

Ao definimos a família como uma instituição, como a célula mãe da sociedade, quando a analisamos ou defendemos os seus direitos, queremos nos referir a uma realidade bem definida, que está ai presente, no dia -a -dia, que desempenha um papel concreto na vida das pessoas e da sociedade.

Entretanto , quando adentramos no interior desta ou daquela família, deixando de lado as teorias e descendo ao palco da própria vida, observamos que a família é uma realidade dinâmica, em evolução permanente, nunca a mesma. Percebemos que cada família é um mundo à parte, com propostas e jeitos próprios e que não se repetem.

É neste contexto que os planos de Deus tomam forma e são dados aos homens e à mulher em forma de semente. Deus nos criou à sua imagem, criou-nos no amor para o amor. Criou-nos para que levássemos a semente à plenitude. Deus , aquele que nos criou, pôs em nossas mãos a criação.

Isso é maravilhoso, mas quanta responsabilidade isso pede daqueles e daquelas que Deus chamou a multiplicar as suas pequenas famílias nesta terra onde o mal, muitas das vezes, parece prevalecer sobre o bem. “Devemos estar sempre de vigília para que o mal não vença. O mal é um detalhe que está sempre a espreita esperando o momento certo de agir, pois ele é paciente”.

Nessa luta diária, não é o caso de se espantar, mas é extremamente necessário continuar acreditando naquele que prometeu “Eu estarei sempre convosco...”

No candomblé também somos uma grande família aonde tem que ter muito amor e união.

COLETANEA TATA GONGOFILA.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

COMPORTAMENTO ÉTICO NUM TERREIRO DE CANDOMBLÉ


Um dos graves problemas no interior das Casas de Candomblé, é a falta de observação para assuntos muitas vezes ensinados, porem que por alguma razão deixamos de cobrar e a falta de educação vai se alastrando como uma praga...


CHEGADA NA CASA-DE-SANTO

Parece-me de bom costume que o filho-de-santo, independentemente do seu tempo de iniciado, entre na “Roça” e fique em local reservado para “Esfriar o Corpo” (exemplo: uns 15 a 20 minutos) e bebendo um pouco de água fresca. Logo depois, tomar o seu banho de asseio, seguido de banho litúrgico (variável de casa para casa) e, depois, colocar a roupa litúrgica específica para ocasião e dentro dos costumes pertinentes ao sua idade de iniciado.

Banho tomado e roupa trocada, cumprimentar ritualisticamente aos Minkisi da Casa e os locais de “Firmeza”. Feito isso, iniciam-se os cumprimentos às dignidades presentes, começando pelas mais antigas de iniciação até os de sua idade. Terminado, os mais novos do que aquele que chegou, vão cumprimentá-lo. Cabe lembrar que os cumprimentos aos mais velhos deve iniciar pelo Zelador/Zeladora da Casa.

Os cumprimentos deverão ser em conformidade com os nossos rituais, ou seja, em posição de “debulé” ou “dobale”, batendo makó, beijando a mão e solicitando que o mais velho nos abençoe na forma dialética da nossa Raiz. Atenta-se para o detalhe que não se cumprimenta seus familiares religiosos ou dignidades de outras Raízes de pé ou com a cabeça alta. Isto só é aceitável em condições igualitárias da hierarquia sacerdotal, ou seja, ndumbe com ndumbe, Muzenza com Muzenza com o mesmo tempo de iniciação e todos os tipos de Kota, com ou sem cargo, com o mesmo tempo de iniciação.

Lembrem-se que tomar a benção a um mais velho não é somente uma obrigação, mas UM DIREITO ADQUIRIDO por todos que fazem parte de uma Casa-de-Santo. O direito que temos de receber de uma pessoa mais velha de iniciação, que nos abençoe naquele momento.

PRESENÇA JUNTO AOS MAIS VELHOS

Não se passa entre duas pessoas mais velhas, por exemplo, quando estão conversando, sem que antes se peça licença de forma ritualística e de acordo com os costume da Raiz a que pertença, sempre de cabeça inclinada, num gesto de respeito (NÃO SUBMISSÃO).

Não se senta em condição de igualdade e na mesma altura que pessoas mais velhas de iniciação, a não ser em condições de excepcionalíssima necessidade e com a devida permissão. Lembre-se que a CADEIRA é um mobiliário que faz parte das tradições e hierarquia de nossas comunidades. Por mais presunção que seja de minha parte, o contrário também vale, ou seja, um mais velho se juntar aos mais novos de forma contumaz e corriqueira. Isso o estimulará a não compreender o que é hierarquia e quando ele estiver com o mesmo tempo de iniciação que o seu, não se sentirá prestigiado quando o mesmo acontecer com ele. Isso não é ser pedante nem ter humildade, mas saber mostrar ao mais novos, ESPONTANEAMENTE, COM EDUCAÇÃO e SIMPLICIDADE a importância de ser mais velho e que hierarquia é para ser praticada. Sentar-se à mesa com o Zelador/Zeladora, desnecessário detalhar que somente aqueles que possuem “Cargo” (e confirmados) e as dignidades que o Zelador/Zeladora convidar.

O gesto de servir alimentos e bebidas é privilégio e obrigação das filhas-de-santo que são iniciadas para Minkisi considerados como energias femininas. Munzenzas do sexo masculino, porém com Nkisi “feminino” não serve nos almoços, jantares, cafés da manhã, somente muzenzas do sexo feminino, iniciadas para Nkisi de “energia feminina”.

Aos iniciados do sexo masculino deverão estar destinados os trabalhos mais pesados, com, por exemplo, as faxinas do caramanchão e terreno da Roça, a limpeza dos quartos-de-santo e todas as tarefas que necessitem de força mais bruta.

É de boa prática que copos de bebidas (água, refrigerantes, café, etc.) sejam servidos aos mais velhos ou visitantes ilustres, com um prato ou bandeja sob a base do copo, caneca, xícara, etc.

Fumar na presença de mais velhos e visitantes é terminantemente proibido. Apor cinzeiros sobre as cadeiras dos mais velhos ou dos Minkisi é ato de falta gravíssima. Dentro dos “quartos sacralizados”, entendo que não merece nem comentários a respeito.

Em dia de festividades e no momento de distribuição dos alimentos, é de bom tom que se dê preferência a que os visitantes sejam primeiramente servidos, principalmente aqueles que se destacam como dignidades comprovadas, em retribuição a honra que eles nos fizeram pelas suas presenças.

O uso de bebidas alcoólicas dentro de uma Casa-de-Santo, quer seja em dia de festividades ou não, se for utilizada, deverá ser com o máximo de moderação. Lembrar que aqueles que estão de “obrigação”, assim como os nossos Minkisi merecem o máximo de nosso respeito e, com toda certeza, bebida alcoólica não faz um bom par com Nkisi.

Se não solicitado, um irmão mais novo não tira e nem faz conclusões e nem dá opiniões em roda de irmãos mais velhos. Quantos de nós já não presenciamos ou vivenciamos situações constrangedoras a esse respeito e, em algumas ocasiões, com pessoas que não fazem parte de nossas casas?



IDUMENTÁRIA, ADEREÇOS, SÍMBOLOS E OBJETOS SAGRADOS.

A indumentária religiosa é um dos fatores que fazem a distinção e mostram a posição hierárquica assumida por uma pessoa dentro da Casa-de-Santo, de acordo com as tradições. Essa distinção é feita tanto em nosso país como em terras africanas.

No Brasil, por questões culturais e que também foram absorvidas pelos costumes europeus, tomaram características diferentes daquelas do continente africano, mas, mesmo assim, formaram um modelo que diferenciam desde o Ndumbe até a mais alta dignidade de sua Casa.

Roupas limpas e bem passadas, são condições indiscutíveis em qualquer condição da hierarquia sacerdotal. Os homens devem estar trajados de “Roupa de Ração”, ou seja, calças amarradas com cadarço e camisas com mangas (podendo ser camiseta). Algumas casas dão preferência ao tecido do tipo morim, fustão e cretone, variando de casa para casa. O uso deste tipo de vestimenta deverá ser destinado para os rituais internos. O uso de bermudas e “shorts” não fazem parte de nossos rituais. O uso de batas deve ser destinado aos que possuem 7 ou mais anos de iniciação e com suas “Obrigações” em dia e correspondente a esta idade.

O uso de roupas coloridas não é proibitivo aos iniciados com menos de 7 anos, porém deve obedecer aos critérios da Casa que, normalmente liberam este tipo de estamparia em dias de festividades, dependendo de que tipo é este comemoração. A cor branca sempre é bem aceita em qualquer tipo de ocasião e ritual.

Quanto às mulheres, JAMAIS DEVEM USAR CALÇAS COMPRIDAS dentro da Casa-de-Santo. Os cauçolões devem estar sob as saias.

Uma Ndumbe deve usar poucas anáguas. À medida que é iniciada e vai ganhando tempo de iniciada, o número de anáguas vai aumentando.

O uso de chinelos deverá ser após ter completado e pago a “Obrigação de Três Anos”. As Kotas poderão usar sapatos com saltos e maquiagem, porém a discrição, o bom senso e o bom gosto, combinados, não fazem mal algum para escolha destes complementos, pelo contrário, tornam harmoniosa a imagem da pessoa.

O pano-de-cabeça é obrigatório para os filhos-de-santo do sexo feminino, independentemente se for de Santo Masculino ou Santo Feminino. Em conjunto com o pano-de-cabeça, indispensável o uso do pano-da-costa, que deverá estar com um laço em forma de borboleta para as iniciadas de Santo Feminino e em forma de gravata para as iniciadas de Santo Masculino.

Aos iniciados com mais de 7 anos e com “Obrigação” paga, será permitido o uso de brincos (do tipo: argolas, búzios, corais, monjolos, dependendo do Nkisi para que foi iniciada), da mesma forma a permissão para o uso de pulseiras e braceletes.

As filhas-de-santo que têm permissão para usarem a Bata, deverão estar com seus panos-da-costa colocados na altura do peito ou arrumados na altura da cintura, porém, nunca em forma de faixa enrolada na cintura, pois não é o costume certo e nem elegante para a vestimenta. A quem defenda, em casas mais antigas e tradicionais que o pano-da-costa deverá estar sobre o peito ou na cintura, quando da participação da filha-de-santo em trabalhos ritualísticos. Caso contrário, em dias de festividades, o pano-da-costa deverá estar sobre o ombro direito, caindo para frente e para trás. O pano-da-costa é uma peça do vestuário feminino indispensável para qualquer ocasião que se esteja na Roça-de-Santo ou em visita a uma outra Casa. Talvez seja ele e o pano-de-cabeça sejam as peças mais tradicionais da indumentária feminina em nossos candomblés, oriundo de terras africanas, enquanto o camisu e as anáguas fazem parte do legado dos costumes europeus.

A dixisa, tanto utilizada em nossas casas jamais devem ser arrastadas pelo chão. Sobre ela não se fuma e nem se bebe bebida alcoólica. Elas fazem parte do conjunto de objetos sagrados de nosso culto. Os membros da casa do sexo feminino devem carregar as esteiras debaixo do braço e os de sexo masculino devem carregá-las sobre o ombro. As mulheres iniciadas para Minkisi de “energia feminina” é que devem esticar as esteiras para o dobale de seus irmãos do sexo masculino. Somente em último caso que as mulheres de “santo masculino” estendem as esteiras para os seus irmãos realizarem o dobale.

Às filhas-de-santo é proibido utilizarem os atabaques para tocarem ou mesmo removê-los de seus locais. Da mesma forma a regra serve para outros instrumentos do tipo gã (ganzá), berimbau, reco-reco, xequerê, maracá e outros. Esta atividade é destinada aos Kambondos, confirmados para este fim.

Todos os filhos da Casa, independentemente do tempo de iniciado, ao passarem na frente das cadeiras dedicadas aos Minkisi, atabaques ou pessoas mais velhas, devem fazê-lo abaixando o corpo.

A formação da roda de filhos-de-santo que estarão dançando para os Minkisi deve seguir a hierarquia dos anos de iniciação e postos ocupados na Roça. Não devemos esquecer que a dança também faz parte dos nossos rituais e louvação aos nossos ancestrais, numa forma de reverenciá-los e reviver suas passagens por nossas terras. Sair da roda sem um motivo justificado denota uma falta de respeito e pouco caso com os nossos deuses.

Sei que poderia continuar apontando outras questões que por si só justificariam a necessidade de continuarmos mantendo e sustentando a defesa, de que a postura e os costumes ensinados pelos nossos mais velhos e que hoje estamos abandonando em nome de uma igualdade inexistente, fazem parte das tradições afro-brasileiras e só enriquecem os nossos cultos. Ao contrário de muitos de irmãos nossos que pelo Brasil afora estão confundindo educação e tradição com anarquia.

Finalmente, há que se chamar à atenção para que os mais velhos sempre tenham em mente que a hierarquia sacerdotal serve para diferenciar os tempos de iniciação, mas que jamais deverão servir aos propósitos da humilhação de seus irmãos mais novos. Que a hierarquia, posturas e costumes servem para ser utilizados entre os componentes de uma comunidade e nunca de nós para com os nossosMinkisi. Para estes, seremos sempre munzenzas, e que bom que seja assim, pois desta forma seremos sempre agraciados por suas dádivas, orientações e ensinamentos.

Fonte: Tata riá Nkicie OTUAJÔ

Colaboração de Mametu Mutarerê

COLETANEA TATA GONGOFILA

domingo, 16 de novembro de 2008

SIMPATIAS DA MAKOTA I


A fé é mais importante que tudo, faça com muita fé e for merecimento terá respostas.

Para descobrir ou até curar uma doença: Faça sempre em lua minguante

- Compre uma tesoura virgem e abra ela nas costas da pessoa doente, reze com ela aberta 7 credos e após terminar pede a pessoa para dar 3 (três) passos a frente e assim que ela dê o primeiro passo feche a tesoura e guarde por 7 (sete ) dias, após os 7 dias corte qualquer coisa com ela e use-a normalmente.

Para as pessoas que se sentem que não vistas por ninguém no caso amor e amizades etc. Lua nova, crescente ou cheia

- Peque uma ramo de salsa, 7 cravos da índia, um pedaço de canela, meia noz moscada ralada um pouco de erva doce, 7 gotas de perfume que você use, 3 rosas vermelhas, uma colher de sopa de mel. Melhor dia para fazer a simpatia é uma quarta feira.

Coloque um litro de água para ferver e quando estiver fervendo e coloque todos os ingredientes acima, tampem e esperem esfriar, passe em peneira tome o banho do pescoço para baixo e o resto que foi peneirado coloque em um jardim bem florido e peça tudo que deseja..

Ter um bom trabalho: Lua cheia, nova ou crescente

- No dia 7 de qualquer mês reze 7 aves Maria oferecendo as preces para o seu anjo da guarda ou seu santo de devoção. Enquanto estiver concentrado na prece peque um pequeno pedaço de pano branco e costure-o com uma linha da mesma cor e coloque 7 sementes de romã dentro dele, formando um patuá, carregue-o com você na bolsa ou carteira.
Para chamar uma pessoa de volta para casa: Lua cheia nova ou crescente

- Peque uma vela comum, acenda atrás da porta de entrada da casa reze o salve rainha até o mostrai chamando pelo nome da pessoa, acabou de rezar apague a vela e bata com pé direito na porta 3 vezes chamando pela pessoa, após reze um Pai Nosso e uma Ave Maria para o anjo da guarda da pessoa chamada, repete-e 7 dias seguidos com a mesma vela sempre acendendo e apagando toda as vezes que for fazer ou até a pessoa voltar.

Para retirar energias negativas de dentro da casa: Lua minguante

Amônia e essência de flor de laranjeira.

- Compre um vidro de amônia e coloque três tampinhas de amônia em uma bobona com água, venha borrifando em todos os cômodos da casa dos fundos para frente e depois com outra bobona coloque sete gostas da essência na água de flor de laranjeira e venha borrifando da frente para os fundos. Fazer três dias seguidos no mesmo horário. Se a pessoa não tiver alergia a amônia tome o banho com um litro de água acrescentando uma tampa de amônia e jogue do pescoço para baixo e em seguida jogue o banho de essência de flor de laranjeira da cabeça aos pés.

Para o dinheiro render e não faltar em sua bolsa: Lua cheia, nova ou crescente

- Peque um pedaço de couro de cobra, faz um breve com um pedaço de pano vermelho e uma moeda da qual você tenha achado e carregue sempre na carteira com você. Faça sempre em uma lua boa, nova, crescente ou cheia. Dia da semana quarta feira.

Para a mulher que não se sente atraente etc. Lua crescente

- Em sexta feira de lua crescente às 18 horas em ponto, peque uma rosa vermelha e dê uma leve mordida no talo da rosa e deixe em uma encruzilhada, fêmea oferecendo as entidades de habitam nela e peça que você quer.

Para prender a pessoa que você ama: Lua cheia, crescente ou nova

- Em papel rosa escreva 7 vezes o nome da pessoa que você deseja para você, peque uma banana verde e da terra, corte ao meio no sentido comprido e ponha o papel escrito no meio da banana, une as duas partes com uma fita vermelha e enterre a fruta em um vaso de flores coloridas. Dia da semana sábado.

Para aquele casamento sair logo: Lua nova

- Usando uma fita rosa, amarre uma rosa e um cravo, ambos vermelhos e chame o nome o nome do seu amor três vezes, e durma com as flores de baixo do colchão e, no dia seguinte, jogue em um rio ou lixo.

Para casar-se rápido:

- Em uma sexta feira de lua cheia, peque uma fita vermelha e escreva nela o nome do seu amor. E enterre aos pés de uma roseira que tenha botões Santo Antonio, assim como existem palavras que fazem nascer o símbolo do amor. Fazei com que ( repita o nome da pessoa), já mais queira se afastar de mim e oficialize a nossa união mais rápido do que esses botões que estão para abrir. Assim seja saia do local sem olhar para trás.

Para afastar rivais: Lua minguante.

- Peque uma pimenta vermelha e um dente de alho e amasse-os bem até formar uma pasta, passe esta mistura em uma vela branca que deve ser acesa em um pires da mesma cor. Enquanto a vela estiver queimando pense que nenhuma mulher e capaz de atrapalhar a minha felicidade e de meu amor. Jogue o que sobrar da magia no lixo e uso o pires como de costume

Para ter sorte no amor: Lua crescente

- Dentro de um saquinho feito com um tecido rosa, coloque algumas pétalas de rosas vermelhas, um pingente de coração e gotinhas de essências de sândalos e feche o patuá com linha branca. Em seguida, acenda um incenso de jasmim e passe o saquinho pela fumaça do incenso e carregue sempre com você quando sair de casa. Fazer no sábado.

COLETÂNEA DA MAKOTA SAMBAKUTALAMIN

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ACAÇÁ: COMIDA DOS ORIXÁS



Trechos retirados da Revista Orixás

As definições mais elementares do acaçá (àkàsà) dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvido, ainda quente, em folhas de bananeiras. A definição é correta, mas extremante superficial, pois o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo é forma de utilização nos rituais e oferenda. Envolvem preceitos e regulamentos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Todos os orixás, de Exu a Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimônias, do ebó mais simples as sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagens fúnebres e tudo o mais que ocorra em uma casa de candomblé só acontece com a presença do acaçá. A vida e a morte no candomblé se processam à partir desta oferenda fundamental, sem a qual nenhum homem seria poupado dos dissabores e percalços do destino. Quando recorremos á história dos orixás, percebemos o grande mal que a humanidade todas as vezes que se afasta do poder divino, representada, nesse caso, pelo poderoso Orun, a morada de todas as divindades, e pelo supremo, senhor do Destino dos Homens. Olodumaré, também conhecido como Olorum (Zambi).
Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o acaçá. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?
Será que todos sabem o que realmente é um acaçá?
Façamos então uma classificação dos elementos que compõem o acaçá para chegarmos à derradeira conclusão. Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho) chama-se na verdade eco (èko). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de bananeira para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um acaçá. (Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído que é o fubá vermelho e o milho branco que é o fubá branco, mais existem sacerdotes que ainda utilizam o ritual de antigamente).
Percebe-se a fundamental importância da folha de bananeira, uma vez que o eco só passa a ser acaçá quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos.
Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí a redistribui o axé.
É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.
Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.
Fundamento é o segredo compartilhado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o orixá.
O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao orixá. Só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse de ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro de candomblé de pé. Não existe acaçá que não seja enrolado na folha de bananeira..
Entretanto, a imprudência vigora em muitos terreiros e não raras vezes se ouve falar de novas iguarias apresentadas como acaçá. Os mais comuns são os acaçá de pia e de forma. No primeiro caso a massa de ecó, mais grossa, é colocada às colheradas sobre o mármore das pias, onde os bolinhos esfriam antes de serem utilizados nos ritos. Na segunda receita a massa é espalhada em uma forma e posteriormente cortada em quadradinhos. Este é um procedimento incorreto e condenável, e as pessoas que agem assim então fadadas ao insucesso e não podem ser consideradas pessoas de axé.
Não há candomblé sem acaçá, nem acaçá sem folha. A religião dos orixás não admite modificações na essência na essência, e esta comida é essencial, portanto, inviolável. Primeiro vem o acaçá antes dele só a vida. Logo, a folha de bananeira guarda uma vida. Deixar a massa do acaçá exposto é o mesmo que deixar a vida vulnerável. Eis o grande fundamento.


COLETANEA DO TATA GONGOFILA.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

DEPOIMENTO DE FÉ E GRATIDÃO.

SUA BENÇÃO PAI QUERIDO, OBRIGADO POR CADA LIÇÃO DE HUMILDADE E FÉ QUE RECEBO A CADA REENCONTO NOSSO, AGORA TORNADAS PUBLICAS PARA AQUELES QUE PRECISAM OUVIR A VOZ DO MAIOR DE TODOS NÓS.

NUM MUNDO ONDE IMPERA A VIOLÊNCIA, A CORRUPÇÃO E UMA INVERSÃO TOTAL DE VALORES, CHEGA-SE FACILMENTE A CONCLUSÃO QUE O HOMEM SE AFASTOU DA RELIGIÃO E FOI BUSCAR DE BENS MATERIAS. É MUITO BOM O TRABALHO COLOCADO A DISPOSIÇÃO DOS INTERNAUTAS, E MOSTRA O QUANTO VOCÊ PAI, FALA EM NOME DE ZAMBI.

FELIZMENTE AINDA RESTA A ESPERANÇA QUE AO CONSULTAR ESTE TRABALHO ESPIRITUAL O HOMEM ENCONTRE NA ESTRADA DE SUA VIDA O RETORNO COLOCADO A CADA DESENCONTRO POR ZAMBI. SUGIRO, HUMILDEMENTE, BASEADO EM MINHA FÉ ABSOLUTA NO CANDOMBLÉ, QUE ME TROUXE ATÉ AQUI, APÓS MUITAS CURVAS VENCIDAS, QUE VOCÊ MEU PAI CONTINUE OFERECENDO A OPÇÃO ESPIRITUAL COLOCADA AO ALCANCE DE TODOS QUE NECESSITAM SE REENCONTRAR CONSIGO MESMO.

O CAMINHO NÃO É DIFICIL, BASTA VOCÊ QUERER SEGUIR OS FUNDAMENTOS UNICOS DO CANDOMBLÉ, CUJA PESQUISA MUITA LUZ PODERÁ LHE DAR PARA QUE VOCÊ ALCANCE O SONHO DE PODER SUPERAR OS DESAFIOS DO DIA-A-DIA DESTE MUNDO MARAVILHOSO QUE A NOSSA RELIGIÃO LHE OFERECE.

LEMBRE-SE, QUE QUANDO O SOL NÃO VEM AO SEU ENCONTRO, VÁ AO ENCONTRO DO SOL ( LEIA-SE : QUERER É PODER ). PORTANTO, DEPENDE SO DE VOCÊ, FAÇA COMO EU VÁ AO ENCONTRO DA FELICIDADE COM SEUS PROPRIOS PÉS, LEIA SEMPRE ESSAS MENSAGENS OFERECIDAS POR UM FILHO DE ZAMBI (DEUS NO ANGOLA). E, SEJA FELIZ...

ESTE DEPOIMENTO DE TESTEMUNHO DE FÉ FOI PRESTADO CONSCIENTE E ESPONTANEAMENTE, E COMO PROVA MAIOR DA MINHA GRATIDÃO AO CANDOMBLÉ, ESPECIALMENTE AO COMPLETAR 25 ANOS DE FIDELIDADE A ESTA CASA, DA QUAL ME TORNEI FILHO E PERMANECEREI ETERNAMENTE. NA COMPANHIA DOS MEUS ZELALDORES DO NKICEQUE ME REGE ( NZAZE ) O TATA GONGOFILA E A MAKOTA SAMBACUTALAMIM

Dr. ALCI DAROCHA

ADVOGADO CARIOCA, RESIDENTE EM RORAIMA – RR.

E-MAIL: alci darocha-adv@uol.com.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O CRISTAL QUANDO SE QUEBRA, NÃO TEM O MESMO SOM



Nosso Caráter, bem como a nossa fé em algo ou de pessoa para pessoa, muitas das vezes não são avaliados por nós mesmos do tamanho do seu grau de valiosidade, entretanto, devem ser moldados e todos os dias regados pelo nosso bom comportamento, até porque, eles são como um CRISTAL, qualquer deslize pode se quebrar, e uma vez em caquinhos, fica difícil reformá-los, e aí passamos a ficar deformados de caráter junto a tudo, e a todos, porque a ninguém interessará saber de nossos interesses ou das razões que nos levou a tal decadência, e sim nos subjugarmos, como falhos e faltos de caráter e transparência. Sendo assim, temos que ter esse cuidado, mais se nos sobressairmos junto a gama de nossa sociedade. O mundo político, social e espiritual hoje vive da seguinte análise, você é bom, honesto, sério e próbito, até que se prove o contrário, qualquer deslize, você será alienado dos conceitos de seriedade e confiança. Temos que ter, digo mais uma vez, este cuidado a nosso respeito sempre nos policiando pessoalmente, pois como diz o título dessa matéria “O CRISTAL QUANDO SE QUEBRA NÃO TEM O MESMO SOM”.

Pastor Rômulo.

No candomblé quando nos decepcionamos com os nossos zeladores também é como um cristal que se quebra.

CUIDADO COM A VIDRAÇA



Todos os dias uma tal senhora comentando com seu esposo apontava para o varal de roupas da sua vizinha, dizendo: “olha amor! Que roupas tão sujas que nem parece que foram lavadas”. E assim sucessivamente, todos os dias, o esposo tinha que ouvir aquelas chorumelas da esposa. Um certo dia, depois de se sentir com a cabeça cheia das acusações das tais roupas sujas, o esposo chegou até sua sala para checar a veracidade da reclamação.

Para a sua surpresa mal conseguia ver o outro lado da casa da vizinha, pois o que estavam sujas não eram as roupas, e sim a vidraça por onde a sua esposa olhava, ou seja o problema não estava com o vizinho e sim dentro da sua própria casa. Rapidamente apossou-se de um pedaço de pano, limpo a vidraça e chamou a esposa perguntando: “amor, como estão hoje às roupas do varal da vizinha”? Ela foi até a sala, e pela vidraça, olhando para o quintal gritou para o marido: “amor! Vem ver, hoje elas estão limpinhas, branquinhas e clarinhas, sem nenhuma mancha”. Sendo assim, chegamos a conclusão de que antes de apontar os erros do nosso próximo, percebamos como estão tão próximos de nós os nosso erros e que sempre temos que ter o CUIDADO COM A NOSSA VIDRAÇA, que elas possam sempre estar limpas, com tal transparência.

Pastor Rômulo.

Este é um exemplo a ser seguido pelos adeptos do candomblé.

DIFÍCIL ENTENDER DEUS



Armando Lauria

Sim, é mesmo. Entender Deus é difícil. Incompreensível. Parece que gosta do que é ruim. De nossa miséria. Um exemplo. Ele nos ama mais do que nós mesmo...Deus nos ama. Difícil compreender! Veja Jesus. É sei Filho. Digamos assim, sangue do seu sangue ou vida de sua vida. No entanto, nasceu como um miserável numa estrebaria junto de animais. Sua Mãe, uma mulher judia pobre, simples e humilde, esposa de um carpinteiro em cuja profissão ninguém se celebriza! Diz o evangelho que não tinha nem mesmo uma pedra para repousar sua cabeça!... Em Sua vida pública viva como um peregrino: De dia andava pelos campos e as poeirentas estradas da Judéia, da Galiléia, da Samaria ou pelas ruas de Jerusalém. À noite, ficava ao relento, no alto de um monte na solidão do deserto ou em casa de pessoas amigas, como os de Betânia. Sim, difícil é entender Deus. Seu Filho, vindo a este mundo nasceu pobre num presépio que não era dele e morreu cravado numa cruz, suspenso entre o céu e a terra! Difícil entender Deus!... Mas, por quê? Porque esse Jesus incompreensível e miserável? Porque o seu evangelho, sua mensagem, sua boa nova, é a pobreza que ninguém aprecia, pois todos nós gostaríamos de ser ricos!...Ter o espírito da pobreza que significa teu desapego dos bens materiais, usá-los apenas usá-los como meio para viver melhor e não como um fim ganancioso, ambicioso ou fim de vida. O seu reino se fundamenta na humildade, “aprendei de mim, disse Jesus, que sou manso e humilde de coração”. Porque a humildade? Porque a humildade é a verdade, diz Santa Teresa. E Jesus é a verdade “Eu sou o caminho a verdade e a vida”, disse ele no evangelho. E a sua Lei é uma só: A lei da caridade ou a lei do amor: “ama ao próximo como a ti mesmo” ou “amai-vos uns aos outros” ou “amai o inimigo”. Amai... Amai... Amai... Porque o amor? Ele resolve problemas? Sim, resolve todos os problemas políticos, medicinais, econômicos, sociais, morais e espirituais.

Todos eles. Amar ao próximo como a si mesmo: Não haveria crimes traficantes, violência, nem gente passando fome, nem crianças desnutridas, nem adultério, imoralidades, rixas, desuniões, bebedeiras, fornicação, corrupção e nem fabricantes de remédios falsos. Todos, brancos, negros e índios, seriam verdadeiros amigos, verdadeiros irmãos, porque o amor tudo esquece, crêem, perdoa, compreende, ajuda, é serviço, tudo sofre e ama. Sim, o amor é o único capaz de suportar até sofrimentos. O amor, mais de que um pai e mãe. Mas para amar, é preciso ter a verdadeira fé, como diz o apóstolo: “a fé que opera pela caridade ou pelo amor”. Fé só cabeça, é falsa e inútil. É errado dizer que basta acreditam em Jesus para ser salvo. Os demônios têm fé, como diz o aposto Tiago. Também acredito em Jesus, mas são condenados, não tem salvação, porque não são amor, mas ódio. Ou fé sem amor, ou fé com ódio. Sim a verdadeira fé começa na cabeça, acreditando, passa pelo coração amando, e chega até as mãos agindo. Crer com as mãos é a fé verdadeira. Muitos se iludem com sua fé a base de palavrório Bíblico inútil. Alimenta-se com textos sagrados isolados. Lá não está escrito, vai que á fé te salvou? Logo, a fé salva... Mas se esquecem que a única Lei dada por Cristo não é a lei da fé, mas a Lei do amor. Sim a fé é necessária, indispensável, sem ela ninguém poderá se salvar, mas apenas nos justifica ou abre nossos corações para amar. O egoísta não tem fé, por isso tem um coração fechado, as mãos fechadas. Quando acredito ou tenho fé em alguém é como entregar-se a ele de corpo e alma, de tal modo se estiver mentindo ou me enganando, ficarei desiludido e até revoltado. Logo ter fé é entregar-se totalmente a alguém ou alguma coisa. Crer em Jesus significa entregar-se totalmente a ele. Mas isso é insuficiente. É preciso que Ele se entregue também a nós e isso se faz pelo amor. E amor com amor se paga, daí Cristo exigindo: Amar ao próximo como a si mesmo.

Por quê? Porque o outro próximo é Jesus, um ser humano igual a Jesus. Porque, ainda se você não ama ao próximo que vê, como pode amar a Deus que você não vê?...

“Dentro do Candomblé, seguimos a mesma doutrina, podemos amar uns aos outros, sem a cobiça, a inveja, a ganância, e o respeito. O que falta em outras nações é a religiosidade, pois existem sacerdotes que visam os seus próprios interesses, inclusive financeiros, e, muitas das vezes, não pensam nos interesses de quem os procuram.” (Tatá Gongofila)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

TÓPICOS SOBRE O CANDOMBLÉ


A casa de candomblé é onde os adeptos se reúnem para cultuar os seus nkices.

Os nkices são os regentes da nossa personalidades, são aqueles que quando são bem cuidados “como uma semente bem tratada é que mais tarde darão bons frutos” e é o nosso mediador das nossas privações.

“Através da religião, somos nós que resolvemos nossas vidas, os nkices estão dentro de nós e não fora. Se não lutarmos para melhorar a vida, nkices nenhum vai ajudar. Não é só dar um presente para Oxum e a pessoa e pensar que no dia seguinte, os nossos problemas estarão resolvidos”.

4.Não se deve tirar a de uma árvore sem precisão, é o mesmo que matar uma pessoa. Alguém gosta de perder um braço, um olho, um pé? Por que arrancar uma flor é jogá-la fora? O candomblé é a natureza viva. Não há nkices sem terra, mata, rios, céu, trovão, raios e mares.

5. Aos nkices não interessa as opções sexuais, ideológicas e política de casa um “No candomblé tem homossexual e outros. São todos bem vindos. Nós não tentamos mudar o destino de ninguém, que o destino ninguém muda. Nós ajudamos as pessoas a serem mais felizes dentro do destino que lhe foi reservado”.

6. nkices não tem fronteiras, pátria, cor da pele, está em todo lugar a todo o momento, existindo de forma muito sublime no coração dos que adotam.

7. Temos que separar o que é manifestação ou chamamento dos nkices do que é simplesmente histeria. Jogamos os búzios e, a depender disso, encaminhamos a pessoa para mergulhar nos mistérios do candomblé ou para o divã de um psiquiatra.

8. A religião Afro-Brasileira é a expressão e a procura constante da harmonia entre os homens e entre os diversos domínios da natureza e da existência cósmica e humana. A revolta representada por Njila faz parte desta procura ele introduz a desordem para restabelecer a harmonia rompida.

9. Um terreiro de candomblé tem sua gente, seu pedaço de terra, suas técnicas tradicionais de trabalho, seu sistema de distribuição e de consumo de bens, sua organização social, bem como seu mundo de representação.

10. Os nkices são forças que governam o mundo em nome de Zambi, atuando em vários níveis da realidade. No nível cosmológico os nkices representam elementos da natureza, ou poderes primordiais: o ar, á água, o fogo, a terra, a natureza, a civilização. Estão associados as funções sócias ou naturais, tais como ofícios mecânicos, caça, justiça, guerra, maternidade, è geralmente identificados como antepassados míticos. Representam finalmente estereotipo das personalidades, possuem um temperamento próprio, que seus devotos reproduzem e constituem um dos elementos da pessoa humana.

11. Njila introduz a desordem no mundo divino e humano a serviço da continuidade da ordem cósmica e social, é porque no pensamento africano a continuidade do sistema implica na necessidade dinâmica de mobilidade e manipulação. Njila mantém a continuidade da ordem, submetendo a está dinâmica. Desta maneira, o universo é concebido com um complexo de forças que se defrontam, opondo-se ou neutralizando. O equilíbrio atingindo na configuração dos sistemas não implica em harmonia estática e estruturada, mas é sempre uns equilíbrios instáveis, dirigidos por principios dinâmicos e estruturantes. Njila é este principio. Ele representa e transporta o axé (força sagrada). O axé designa, em nagô, a força vital que assegura a existência dinâmica, permitindo o acontecer e o devir. Njila representa esta força encontrada em todos os elementos animados e inanimados e define a ação e a estruturas desses elementos. Ele transporta o axé mantendo a intercomunicação entre os diferentes domínios do universo. A força vital é única e vários são as suas manifestações. Njila é ser a força que participa e pertence a todos os domínios existentes.

Tata Gongofila.

TUMBA JUNÇARA


O Tumba Junçara foi fundado em 1919 em Acupe, na Rua Campo Grande, Santo Amaro da Purificação, Bahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (dijina: Kambambe) e Manoel Ciriaco de Jesus (dijina: Ludyamungongo), ambos iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem (Mam'etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era Mam'etu Riá N'Kisi do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. Kambambe e Ludyamungongo tiveram Sinhá Badá como mãe-pequena e Tio Joaquim como pai-pequeno.

O Tumba Junçara foi transferido para Pitanga, no mesmo município, e depois para o Beiru. Após algum tempo, foi novamente transferido, para a Ladeira do Pepino nº 70, e finalmente para Ladeira da Vila América, nº 2, Travessa nº 30, Avenida Vasco da Gama (que hoje se chama Vila Colombina) nº 30 - Vasco da Gama, Salvador, Bahia.

Na época da fundação, os dois irmãos de esteira receberam de Sinhá Maria Nenem os cargos de Tata Kimbanda Kambambe e Tata Ludyamungongo. Manoel Ciriaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Emiliana do Terreiro do Bogum, Mãe Menininha do Gantois, Ilê Babá Agboulá (Amoreiras), onde obteve cargos. Tata Nlundi ia Mungongo teve como seu primeiro filho de santo (rianga) Ricardino, cuja dijina era Angorense.

No primeiro barco (recolhimento) de Tata Nlundi ia Mungongo, foram iniciados 06 azenza (plural de muzenza). Em sendo o seu primeiro barco, ele chamou o pessoal do Bogum para ajudar. Os 03 primeiros azenza do barco foram iniciados segundo os fundamentos do Bogun: Angorense (Mukisi Hongolo), Nanansi (Mukisi Nzumba) e Jijau (Mukisi Kavungu), os 03 outros azenza foram iniciados segundo os fundamentos do Tumba Junçara.

No Rio de Janeiro, fundou, com o Sr. Deoclecio (dijina: Luemim), uma casa de culto em Vilar dos Teles (não se sabe a data da fundação nem a relação de pessoas iniciadas). Dentre as pessoas iniciadas, ainda existe, na Rua do Carmo, 34, Vilar dos Teles, uma delas, Tata Talagy, filho de Sr. Deoclecio .

Com a morte de Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe), que assumira sozinho a direção do Tumba Junçara, Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo) assumiu a direção até sua morte, a qual ocorreu em 4 de dezembro de 1965.

Com a morte de Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo), assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Maria José de Jesus (Deré Lubidí), que foi responsável pelo ritual denominado Ntambi de Ciriaco, juntamente com o sr. Narciso Oliveira (Tata Senzala) e o sr. Nilton Marofá.

Deré Lubidí era Mam'etu Riá N'Kisi do Ntumbensara, hoje situado à Rua Alto do Genipapeiro - Plataforma, Salvador, Bahia, e de responsabilidade do sr. Antonio Messias (Kajaungongo).

Em 13 de dezembro de 1965, após o ritual de Ntambi, Maria José de Jesus (Deré Lubidí) passa a direção do Ntumbensara para Benedito Duarte (Tata Nzambangô) e Gregório da Cruz (Tata Lemboracimbe), e em ato secreto é empossada Mam'etu Riá N'Kisi do Tumba Junçara.

Maria José de Jesus (Deré Lubidí), em 1924 recebeu o cargo de Kota Kamukenge do Tumba Junçara, e em 1932, o cargo de Mam'etu Riá N'Kisi. Em 1953 fundou o Ntumbensara, na Rua José Pititinga nº 10 - Cosme de Farias, Salvador, Bahia, que em 18 de outubro de 1964 foi transferido para o Alto do Genipapeiro.

Com o falecimento de Deré Lubidí, assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Iraildes Maria da Cunha (Mesoeji), nascida aos 26 de junho de 1953 e iniciada em 15 de novembro de 1953, permanecendo no cargo até o presente momento.

Esta é uma síntese do histórico do Tumba Junçara, com agradecimento especial a Esmeraldo Emeterio de Santana Filho, "Tata Zingue Lunbondo", pelo referente histórico, e também a "Tata Quandiamdembu", Esmeraldo Emetério de Santana, o Sr. Benzinho, pois sem sua colaboração não poderíamos ter chegado a tais fatos.

Tumba Junçara é uma das nações do candomblé.

COLETANEA TATA GONGOFILA

CABOCLO DO BRASIL


INFLUENCIA DO CABOCLO NA NAÇÃO ANGOLA

O Caboclo é identificado como sendo de origem indígena. Vale ressaltar que ao invés da denominação índio, os adeptos o distinguem como a denominação genérica Caboclo.
Quando os africanos sejam eles de angola, Benin, etc., chegaram ao Brasil, encontraram os Tupinambás. Eles são os donos da terra, por isso são respeitados dentro da nação Angola, pois os Angolanos se deram muito bem com eles.
Os Caboclos ampararam os escravos Angolanos, quando eles conseguiam fugir e eram acolhidos pelos Caboclos em suas aldeias, e quando os capitães do mato iam procurá-los, metiam-lhes flechas. Os maiores guardiões dos africanos foram os Caboclos. Todo mundo sabe que Caboclo não gosta de “batalhar”. A prova é que com tanto Caboclo que tinha aqui no Brasil, foram buscar escravos longe, mas não pegaram os Caboclos, porque os Caboclos não conheciam o medo e não dava pra escravizar-los pois eles se matavam mas eles não trabalhavam de graça para ninguém. Caboclo só trabalha para ele.
- Os escravos Angolanos (Bantu) falavam o Português pois viviam há muito tempo com os índios e os Portugueses que dominavam todos no Brasil e em Angola, enquanto outros escravos que aqui chegavam, só falavam em Yorubá. Os negros de Angola no meio de maus tratos, muitos ferros e muitas marcas de ferros em brasa, foram formando laços de família com os brancos, com os índios e se adaptaram muito a nossa língua e a religião católica.
Quando os Ketus resolveram organizar o culto afro para viabilizar que eles principalmente pudessem cultuar seus Deuses aqui, os Bantus já estavam muitos aculturados aos costumes nativos e portugueses, não dava para esquecer tudo e ser puramente Bantu, nem esquecer tudo e ser puramente Brasileiro. Já os Ketus não, eles estavam com a mente mais fresca, os senhores já não eram os miseráveis do início da colonização, os missionários já se levantavam a favor dos negros e tudo foi mais favorável a eles.
- “O culto ao Caboclo no candomblé baiano data da segunda metade do século XIX, e, portanto, é anterior a formação da umbanda. Nesse sentindo podemos lembrar que o chamado candomblé de Caboclo foi a matriz inspiradora da umbanda tanto pela mistura de influências indígenas, católicas e Kardecistas quanto pelo grau de nacionalismo que se nota na existência do Caboclo.
A glorificação do Caboclo no candomblé baiano como símbolo nacional foi após a independência da Bahia em 1923, e de que maneira que o desfile sócio político do dia 2 de julho se relaciona com as práticas religiosas dos terreiros. Por isso o 2 de julho ficou popularmente conhecido como a “Festa do Caboclo”, onde este é a principal figura do desfile.Convém ressaltar que nesta data o povo de Santo da Bahia cultua o Caboclo nos seus candomblés com festas e oferendas, ao longo do dia e entrando pela noite.”
- Textos retirados da entrevista do Pai Passinho Sr. Esmeraldo Emérito de Santanna – Xicaragomo.
- Pesquisa retirada do livro de Jocélio Teles dos Santos “O Dono da Terra”

COLETANEA TATA GONGOFILA

domingo, 19 de outubro de 2008

TRECHOS DA ENTREVISTA COM JURACI XAVIER PASSINHO, TATA RIÁ NKICI DO UNZÓ KUNA NKISI TUMBENCI MALAULA



ENTREVISTADORA: KOTA MUTARERÊ – 08 DE FEVEREIRO DE 2005

Quer dizer então que desde o início de nossa Raiz que existe muita ligação entre as festas da Igreja Católica e as festas do Candomblé?

- Perfeitamente. Minha Mãe era muito católica.Naquele tempo o Candomblé era tido como seita. O sincretismo religioso com a Igreja era normal.Cada um sabia o que estava fazendo e para quem estava rezando.Após as obrigações de feitura levava-se os muzenzas em 7 igrejas e em 7 terreiros. As Mam’etus e Tat’etus rezavam o terço, o rosário, acompanhavam as procissões. Muita gente virava no santo durante as procissões. Ela estudou, acho que só o primário; mas naquela época o primário era muito forte, dava para a pessoa ficar muito conhecedora das coisas.Ela foi muito bem educada num Colégio de Freiras, o Colégio das Mercês. Ela conhecia e fazia alguns finos bordados, conhecia Geografia, História, gostava de conversar sobre essas coisas, era muito inteligente.

Um dia ela me disse assim: Juraci, (ela me chamava assim) se eu lhe pedir uma coisa você faz? – eu disse logo: Faço sim minha Mãe, o que é? Ela disse: Quando você puder, faça uma igrejinha aqui e marcou o lugar. A igrejinha é aquela ali, defronte ao barracão; fiz ao pedido dela, inclusive a Padroeira é Santa Luzia, como ela queria.Porque o terreiro da Mãe dela, Mam’etu Maria Neném, se chamava Terreiro de Santa Luzia, Tumbenci, Fé e Razão,(Cá te Espero), o dela se chamava Terreiro de Santa Luzia, Tumbenci Filho, Fé e Razão; o meu era para se chamar Terreiro de Santa Luzia, Tumbenci Neto...mas, aí a Federação do Culto Afro-brasileiro cortou o sincretismo e pediu que mudasse para: Unzó Kuna Nkisi Tumbenci Malaula Bandusi Zambi.Lembamuxi tirou o “Cá te Espero”, com justa razão, porque parece acintoso e hoje em dia a frase seria considerada provocação, não é? Mas naquele tempo era para ameaçar mesmo, porque antigamente quando se falava de Candomblé é como se fosse hoje drogas, maconha, cocaína, era uma perseguição, talvez até pior.

Em 1930 no Governo do Coronel Juraci Monte Negro Magalhães, dizem que ele era feito no santo e era de Oxalá, foi que se melhorou a situação do Candomblé, porque antes se tirava licença na polícia.

Mas, do jeito como as coisas vão... O Candomblé tem sido muito atingido pelos evangélicos.Eu mesmo sou agredido aqui na minha porta constantemente, só não é pior, porque eu sou brabo, boto pra fora e ainda dou uma mãozada pela focinheira. Jogo cadeirada na cabeça deles, jogo abô

daqueles bem terríveis em cima deles, jogo pemba, jogo duro mesmo com eles, se não... Se é com outro mais manso eles já tinham me tirado daqui.

É minha filha, Deus é Amor, Nkisi é Amor, mas nem sempre se pode ser como você é, só amor. Por isso eu digo que o seu marido, o seu irmão, seu filho é que vão ter que tomar a frente nessas horas porque você é uma moça fina e educada, não vai jogar cadeira na cara dos outros.

Agora vejam só: aqui a Federação, o Apo Afonjá, a partir de Mãe Stela, combateram o sincretismo e lá na África, principalmente em Angola, cada dia se constroem mais igrejas e o povo continua com suas tradições de magia e vão para as igrejas, sejam católicas ou protestantes, e agora? Estão do mesmo jeitinho que a gente fazia aqui. Até quando morrem depois do Mukondo o caixão vai para a Igreja... Êta mundo de meu Deus!

Alguns Tatás riá Nkisi trabalham manifestados com Exus. Aqui neste Unzó não se faz festa de Njila, e, nem o senhor e nem os seus filhos recebem esse Nkisi para trabalhar manifestado. Na realidade eu nunca vi nenhum filho desta casa manifestar, trabalhar manifestado ou mesmo em festa de Njila. Por quê?

- Minha Mãe me ensinou que o mutuê que leva adôxu para assentar Nkisi, não pode passar Njila e nem Njila é Nkisi para ser dono de mutue. Se alguém está fazendo diferente e está dando certo, é porque receberam outros fundamentos diferentes dos meus. Em nossa nação Ciriaco fez um assentamento de Njila no mutuê de uma filha de santo dele. O negócio foi tão melindroso que até ele mesmo tinha medo do Njila. E a criatura não foi feliz. Para que isso? No meu modo de ver, as pessoas devem fazer santo para terem paz, alegria de viver, saber suportar as adversidades da vida porque sabe que o santo está ali do seu lado. Não se faz santo para ficar rico, para ter poder sobre outras pessoas, para matar os inimigos. Nada disto. Se faz santo para equilibrar a vida, ajudar as pessoas, enfim cumprir a existência sendo útil a todos os reinos da natureza.

(COLETÂNEA TATA GONGOFILA)